Psicoterapia não é protocolo: por que o processo vai além da agenda semanal

Por Thais Marina

Calma! Dizer que psicoterapia não é — veja bem — “protocolo” de bem-estar, não significa que seus efeitos terapêuticos, advindos de uma catarse e do alívio de sintomas, não sejam considerados durante o processo.

O que significa “protocolo” na psicoterapia?

“Protocolo”, em seu significado mais abrangente, é um conjunto de regras, normas e critérios a serem cumpridos no detrimento de determinada atividade. No entanto, reduzir a psicoterapia a um protocolo é esvaziar sua essência transformadora.

Psicoterapia não é apenas presença física

“Cumprir” a psicoterapia como uma regra semanal, sem a implicação que ela nos convoca, não é fazer psicoterapia ou análise. Estar durante 50 minutos no setting, seja ele físico ou online, não garante que um processo terapêutico esteja acontecendo.

A implicação do sujeito no processo

A psicoterapia exige mais do que marcar presença: ela demanda envolvimento, entrega e abertura para a transformação. Sem essa implicação, ela corre o risco de se tornar mais uma tarefa burocrática na agenda.

Qual é a direção do tratamento?

Se a psicoterapia passa a ser vivida como mera obrigação, qual direção pode o tratamento tomar? É nesse ponto que a reflexão se torna necessária.

Fica a reflexão!